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Os desafios e os benefícios da Atenção Domiciliar

Daniel Assafim - Grupo Quality Life

Com a superlotação dos hospitais diante da pandemia do Covid 19, a Atenção Domiciliar (AD) assume um importante papel de apoio à área da saúde, a pacientes e seus familiares.

O aumento da demanda pelos serviços de Atenção Domiciliar proporcionou desafios ao setor, que precisou adaptar-se rapidamente. Novas parcerias de médicos assistentes e familiares que não usavam a AD apontam para um novo cenário promissor e de quebra de paradigmas. Conforme sinaliza em entrevista exclusiva concedida ao PME NEWS. Daniel Assafim, CEO do Grupo Quality Life, empresa especializada no assunto. Confira!

Bastidores

  • O Relatório “Women in Business 2020: do plano de ação à prática”, realizado pela consultoria Grant Thornton International entrevistou cerca de 5.000 empresas de médio porte para analisar a representatividade feminina em cargos de liderança nas empresas. E revela que no Brasil houve avanço, tendo 34% dos cargos de liderança representados por mulheres, superando a média global (29%). Entre as ações realizadas, 35% das empresas demonstram garantir acesso igualitário a oportunidades de trabalho de desenvolvimento, enquanto apenas 18% relatam vincular recompensas de cargos de liderança ao progresso na questão de gênero. O país ocupa hoje a 8ª colocação do ranking composto por 32 países, liderado pela Filipinas (43%), África do Sul (40%) e Polônia (38%).
  • Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA), entre os dias 27 de maio e 3 de junho, com 1.566 profissionais de cargos de nível superior, gestores e professores, que estão trabalhando em home office, aponta que há um grande potencial de expansão do trabalho em home office no Brasil, pós pandemia da covid-19. Segundo o estudo, há altos níveis de satisfação e produtividade dos entrevistados com o trabalho remoto. 70% afirmaram que gostariam de continuar trabalhando em home office depois da pandemia; 19%, que não gostariam; e 11%, que são indiferentes.

O levantamento sinaliza que 94% dos entrevistados consideram-se comprometidos com a empresa em que trabalham.   Para 71%, o trabalho em casa é percebido como uma possibilidade de aumentar a produtividade, precisão e qualidade; e 76% disseram concordar que o trabalho em home office é compatível com a convivência familiar.

  • Segundo o relatório “O estado do marketing de aplicativos na América Latina 2020”, 66% da população latino-americana usam Smartphones e nos últimos dois anos o número de instalações de aplicativos na região cresceu 29,3%.

O levantamento destaca que o Brasil cresceu 55% em número total de instalações em 2 anos. O país detém o maior e mais rápido crescimento na região. Somente no período de pandemia, cresceu 50% em receita, perdendo apenas para o México que registrou 65%. As categorias de aplicativos com mais downloads são jogos, serviços, fotografia, entretenimento e compras e as de maior taxa de usuários pagos são estilo de vida, compras, viagens, educação, saúde e fitness. A pesquisa revela também que o investimento em marketing de aplicativos alcançará a marca de US$ 6,9 bilhões em 2020.

  • A Pesquisa Global de Empreendedorismo 2020 realizada pela empresa OnePoll, entre os dias 18 de março e 7 de abril, com 9.000 mulheres em 15 países, incluindo 500 brasileiras, aponta que 72% desejam tornar empreendedoras. Apesar de 50% delas ainda não possuírem nenhum negócio próprio, 22% têm um e gostariam de abrir outro. Entre as brasileiras, 73% sonham em tornar-se  empreendedoras, um aumento de 18% em relação à pesquisa realizada no ano passado. Segundo o estudo, parte desse aumento pode estar associada à incerteza econômica que atravessam. Outro fator preponderante está relacionado a oportunidades. 73% das brasileiras acreditam que as mulheres precisam trabalhar mais para ter as mesmas oportunidades que os homens e uma maneira que elas encontram de romper esse desafio é com a possibilidade de empreender.

Novos Desafios

  • Robson Dantas é o novo diretor para a área de fintech da Magalu.
  • Carlos Gazaffi assume o comando da Sem Parar.

Dados Impressionantes

  • De acordo com levantamento do SindiTelebrasil, foram ativados no Brasil 17,3 milhões novos chips 4G em 12 meses, o que representa um crescimento de 12% no período entre maio de 2019 a abril de 2020. Ao todo são 157,2 milhões de chips 4G em operação. O estudo revela também que o país ultrapassou a marca de 100 mil antenas de telefonia e internet móvel em operação,  com a instalação de 5.612 novas antenas, um crescimento de 6%.
  • Vendas registram aumento. Segundo dados da Receita Federal, as vendas registradas por meio de notas fiscais eletrônicas no Brasil reagiram em junho, com um volume médio diário de R$ 23,9 bilhões. Um crescimento de 15,6% comparado a maio. Um grupo de 200 mil empresas tiveram contribuição direta para esse quadro, com destaque para os setores da construção civil, informação, comunicação, supermercados, farmácias, agroindústria e indústria extrativa e de transformação. Outros fatores também foram relevantes, como as compras do setor público para atender às necessidades das medidas de combate e tratamento da Covid-19 - como construção de hospitais de campanha, compra de equipamentos e contratação de pessoal.
  • De acordo com a pesquisa realizada pela Abcomm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), entre 23 de março e 31 de maio, 107 mil novas lojas online foram criadas no Brasil. O que representa mais de uma loja virtual aberta por minuto.

O estudo aponta que a média de abertura de lojas online por mês, antes da pandemia, era de 10 mil estabelecimentos. E os setores que registravam maior crescimento, eram moda, alimentos e serviços. Em 2019, por exemplo, o e-commerce estava presente em 4% do varejo nacional, a estimativa para esse ano é que ultrapasse 10%.

O cenário, porém, é outro e mais de 4 milhões de novos clientes passaram a fazer compras on-line e  alguns setores tiveram aumentos bem acima do esperado nas vendas, com destaque para: brinquedos   (400%), artigos esportivos (200%) cosméticos (80%).

Entrevista

Esta coluna é destinada a entrevistas com especialistas, gestores, executivos e empresários de destaque.

Segue a entrevista do CEO do Grupo Quality Life, Daniel Assafim

 

PME NEWS - Por que optar pela Atenção Domiciliar? 

Daniel Assafim

Porque a Atenção Domiciliar (AD) traz para os pacientes e familiares um acolhimento, em ambiente domiciliar, com um olhar mais humanizado e plano terapêutico otimizado e customizado traçado por uma equipe técnica altamente qualificada.  Traz um cuidado seguro ao paciente, visando a um tratamento específico alinhado para o seu melhor restabelecimento. Cuidamos de pacientes com doenças crônicas, agudas e em cuidados paliativos.

 

PME NEWS - Quais os benefícios que a Atenção Domiciliar proporciona? 

Daniel Assafim

Melhora da qualidade de vida para o paciente e familiares, evitando idas ao pronto socorro, internações hospitalares clínicas desnecessárias bem como redução de infecções e para as operadoras de saúde, uma gestão humanizada e personalizada com grande redução de custos.

 

PME NEWS - Diante da pandemia, como tem sido o comportamento dos pacientes, familiares e médicos para evitar a internação hospitalar?

Daniel Assafim

Está sendo um período bastante singular e desafiador para o setor e, claro, à Quality Life. Desde o princípio, seguimos todas as orientações dos órgãos, como vigilância sanitária, conselho de medicina e OMS, ao uso de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) e quanto à diminuição de rotatividade de pessoas nos domicílios. Diversos pacientes ou responsáveis por estes, buscaram suspensão do tratamento por receio de contágio. O que nos surpreendeu positivamente foi o aumento da demanda para o uso da AD em situações pontuais ou mesmo em internações domiciliares como substituição do modelo hospitalocêntrico. Precisamos conscientizar de que podemos nos tratar fora dos hospitais, reforçando a segurança que a modalidade pode conferir.

Os resultados atingidos com novas parcerias de médicos assistentes e familiares que não usavam a AD como ponta de solução foram tão positivos que nos aponta um novo cenário promissor e definitivamente quebrando um paradigma. Com certeza, vamos continuar focados para que este modelo permaneça após a pandemia.

 

PME NEWS - Quais são as recomendações prestadas pelas empresas de Atenção Domiciliar aos profissionais de saúde e aos pacientes e familiares, durante o enfrentamento da Covid19?

Daniel Assafim

As recomendações devem ser sempre quanto ao uso de EPIs e higiene, seguindo as instruções de todos os órgãos reguladores e conselhos. A segurança do paciente sempre deve ser o foco das empresas de AD.

 

PME NEWS - Qual o perfil de pacientes atendidos tradicionalmente?

Daniel Assafim

A Quality Life, como possui atendimento para pacientes neonatais, pediátricos e adultos, possuindo perfil epidemiológico diferenciado e abrangente. São diversos pacientes atendidos em oito estados e com perfis diferentes.  Um dos fatores que nos destaca no mercado da AD nacional. A maioria dos pacientes são portadores de doenças crônicas degenerativas e percebemos um aumento significativo nos últimos três anos de pacientes com doenças oncológicas.

 

PME NEWS - Como funciona a telemedicina no segmento de atenção domiciliar?

Daniel Assafim

Acredito que a telemedicina veio para romper barreiras. Certamente foi alavancada pelo COVID- 19, tendo em vista que o próprio Conselho de Medicina ainda não autorizava e passou a permitir durante a pandemia. O que nos faz refletir, no meu ponto de vista, se será benéfica durante a pandemia, por qual motivo não era antes e não seria após?

Somos a favor da telemedicina, pois acreditamos que a tecnologia, aliada à medicina, trouxe durante o COVID e trará inúmeros ganhos à população com processos ágeis, resolutividade e sem esquecer a segurança de dados, podendo evitar idas desnecessárias às emergências hospitalares. Na AD penso que o futuro aponta para um modelo misto de visitas presenciais intercaladas com a telemedicina.

 

PME NEWS - Como funciona o processo que envolve: o Hospital, Plano de Saúde e a empresa de Atenção Domiciliar, para os casos de desospitalização?

Daniel Assafim

No momento em que o paciente está próximo da alta hospitalar com sugestão de AD, o hospital faz um relatório médico solicitando o atendimento domiciliar ao paciente e encaminha à operadora de saúde. A operadora, por sua vez, pode fazer um primeiro "filtro" desta solicitação negando ou dando prosseguimento ao pedido. Opta-se por dar prosseguimento; ela solicita a uma empresa ou às empresas que possui credenciada para este  atendimento uma avaliação do paciente com o preenchimento de pré requisitos técnicos para que o atendimento possa ser realizado com segurança ao paciente. Dessa forma, falamos não somente de insumos e equipe multidisciplinar, mas também a matriz familiar e o cuidador legal ou eleito pela família para o atendimento do paciente.

 

PME NEWS - A Atenção Domiciliar existe há aproximadamente 30 anos e diante da pandemia mostrou que é essencial ao sistema de saúde. Qual a sua expectativa futura?

Daniel Assafim

O futuro é promissor para a AD! Sempre enxerguei dessa forma e me entusiasmo pelo setor a cada dia. São inúmeras barreiras e dificuldades encontradas, desde regulação, ao constante treinamento dos profissionais pela área de qualidade e segurança.

Como estamos em oito estados de atuação, temos investimentos grandes com treinamento para conseguir um atendimento de qualidade a todos esses pacientes.

A AD possui benefícios enormes para as operadoras de saúde quanto para os pacientes, conforme mencionei anteriormente.

Em relação às operadoras, o setor contribui muito para redução de custos hospitalares e também com programas de prevenção.

Deve ser vista como aliada para a diminuição dos custos, que são assustadoramente altos.

A Quality Life desde 2011 possui crescimento anual bastante significativo, o que demonstra não somente crescimento do setor, mas um crescimento orgânico bastante expressivo frente ao mercado e estratégias bastante agressivas de investimentos.

Fizemos a inauguração de oito filiais espalhadas pelo Brasil. Aliamos a estratégia comercial da empresa, aporte para alavancagem com a solicitação de parceiros comerciais da sede no Rio de Janeiro para extensão de atendimentos em outros estados fortalecendo laços existentes e obtendo novos contratos com abrangência nacional. Atualmente o Grupo Quality Life atua nos seguintes estados: RJ, SP, ES, MG, RS, SC, PR, DF, BA e estudando possibilidades para novas regiões.

Pense Nisso

A Atenção Domiciliar proporciona a melhora da qualidade de vida

para o paciente e familiares, evitando idas ao pronto socorro,

internações hospitalares clínicas desnecessárias

e para as operadoras de saúde,

uma grande redução de custos.

Daniel Assafim

 

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