Postado por: Sidney Cohen

Identidade pessoal ou corporativa? Que tal as duas?



Sidney Cohen
Palestrante.
CEO da
Bit Partner Consultoria Empresarial.
CEO do
PME NEWS.

O que vem em sua mente quando o assunto é empresa familiar?

Se você pensou em pequena empresa, gestão centralizada, preocupação com a longevidade, resistência a mudanças... Pode ter certeza que muitos também pensaram.

Mas, outras características que até divergem e/ou se complementam, fazem parte da identidade de seu fundador e são adotadas pela identidade corporativa, que tem como base a sua ideologia, representada pela Missão, Visão e principalmente pelos Valores. E é justamente aí que ocorre a integração das duas identidades e que representa tudo que a envolve. Inclusive a identidade visual.

Esse efeito é muito comum também nas grandes empresas.  Como não citar a Magazine Luiza, sem mencionar a Luiza Helena Trajano? Repare que o incentivo à inovação e à valorização das pessoas são suas características pessoais fortes. Não é por acaso que a empresa é referência em inovação e é reconhecida como modelo, por praticar ações voltadas para o bom ambiente de trabalho. Desde 1998 está presente em todas as edições do ranking do Great Place to Work (GPTW), consultoria que premia as melhores empresas para trabalhar. A Magazine Luiza foi premiada 22 vezes na lista Nacional e foi a segunda melhor empresa no ano passado.

Jorge Paulo Lemann é outro grande exemplo de identidade a ser seguida. Considerado o pai da meritocracia, Lemann é referência no mercado dos negócios.  Ele é o empreendedor brasileiro de maior sucesso e ganhou projeção com o Banco Garantia,  ABInbev (holding que controla a cervejaria Ambev, a Kraft Heinz, dona do ketchup Heinz), Lojas Americanas, Escola Eleva, dentre outras.  Sempre visionário, busca melhorar sempre. Um bom exemplo ele relata na entrevista concedida em setembro, no espaço Cubo Itaú, hub de tecnologia e empreendedorismo, em São Paulo.   “Bancos e cervejas são bons negócios. Temos de melhorar as suas culturas para que esses negócios continuem bons por mais 50 ou 100 anos”. E quanto à adaptação ao mundo tecnológico, ele enfatiza. “Temos de mudar a cultura da empresa e estarmos prontos para criar inovações e saber como medir quando elas são boas ou não”.

E por falar no tema identidade pessoal e corporativa, o Silvio Santos talvez seja o melhor exemplo, afinal, não tem como desvincular uma imagem da outra.

Enfim, os exemplos de espelhamento da identidade pessoal em corporativa aqui citados, também são muito comuns na quitanda do seu José, na papelaria do seu Alfredo e de muitos outros pequenos estabelecimentos, cujo os donos contribuem com o seu toque personalizado, para agregar valor em sua empresa e mostrar o diferencial tanto para seus colaboradores, como para o mercado. Afinal de contas, a identidade deve sempre ser única, exceto neste caso que envolve a relação dono/empresa e que não deixa de ser de “pai” para “filho”.

Pense bem...  Há maior herança do que a identidade de uma pessoa?


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