Postado por: Sidney Cohen

A rotina da NOVA ROTINA



Sidney Cohen
Palestrante.
CEO da
Bit Partner Consultoria Empresarial.
CEO do
PME NEWS.

Acordar, tomar banho e café, ir para a escola (trabalho)..... Ops!! Até o café tudo bem. Quanto a escola/trabalho, com o home office, piorou, certo?

Depende...

Para alguns piorou um pouco, a concorrência do uso da internet, além da casa estar cheia são fatores que oferecem risco à produtividade. Já para outros, a produtividade melhorou, pois as pessoas não gastam mais tempo com o deslocamento ao trabalho e acredite, exatamente pelo fato da casa estar cheia, elas passaram a administrar melhor o tempo e a curtir mais a família.

Essa percepção vem de encontro com uma pesquisa realizada pela Hibou/Indico, publicada no PME NEWS esse mês. O estudo apontou que 59,9% dos brasileiros estão trabalhando em home office e 25,2% afirmaram que a produtividade melhorou.

Para reforçar o entendimento, o PME NEWS perguntou a 120 leitores sobre as rotinas atuais e as que seriam praticadas após o cenário se normalizar e compartilhamos aqui com vocês.  

Hábitos praticados hoje e que não eram praticados antes da pandemia:

  • Estudo/Trabalho remoto. A maioria sinalizou que está mais disciplinada com o horário, mesmo podendo dormir um pouco mais, por não haver o deslocamento para a escola/trabalho. E que é importante estar bem disposto para o início das aulas/expediente de trabalho e para isso, as rotinas como tomar banho e café antes devem ser mantidas.
  • Mais solidários com as pessoas que precisam de mais apoio, a exemplo de idosos e as de baixo poder aquisitivo.
  • Compras pela internet, antes tecnologia e eletrodomésticos, hoje supermercado e hortifruti fazem parte da lista.
  • Atenção maior a higiene, principalmente ao lavar as mãos com mais frequência.
  • Passaram a acessar mais redes sociais, assistir mais palestras e cursos on-line e ouvir podcasts em busca de assuntos relacionados ao bem-estar, negócios, aperfeiçoamento acadêmico/profissional, desenvolvimento humano, dentre outros.
  • Os que já praticavam exercícios em academia passaram a fazer em casa, boa parte com apoio de aplicativos. E alguns que não tinham esse hábito, passaram a praticar.
  • Muitas pessoas adeptas a religião não deixaram de seguir suas atividades religiosas, pelo contrário, algumas não tinham o hábito de frequentar as igrejas, sinagogas, centro espiritas e outros estabelecimentos e passaram a praticar a fé e ler mais assuntos sobre a sua religião em casa. Mesmo para os que não possuem uma ligação forte, passaram a meditar.
  • Alguns leitores relataram que o isolamento proporcionou uma atenção especial aos entes próximos, principalmente com os idosos. E os contatos que ocorriam alguns dias na semana, passaram a ser diários, graças ao apoio da tecnologia. Seus pais e avós fazem hoje o uso da tecnologia, principalmente com apoio de smartphones para se comunicarem, principalmente por vídeo, o que antes jamais imaginavam que isso poderia ser possível.

Hábitos praticados hoje que passarão a fazer parte da rotina quando a situação voltar ao normal:

  • Manter alguns protocolos de saúde, como por exemplo, a higiene.
  • Praticar mais atos de solidariedade.
  • Manter as ações voltadas ao bem-estar, em especial, à saúde e espiritualidade, que são essenciais para lidar com os desafios diários da vida pessoal e profissional.
  • Como porta-vozes dos idosos, os filhos e netos, quase que por unanimidade apontaram a continuidade do uso dos smartphones por eles. Reconhecem que subestimaram a adaptação deles com a tecnologia e orgulham-se em apontar esse feito como um marco histórico. E complementaram que isso não diminuirá as visitas presenciais, pelo contrário.

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